sábado, 13 de agosto de 2011

A CIDADE DE DEUS!



Texto: Jo. 14.1-3:

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levareis para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”

Introdução: A expressão "casa de meu Pai" é interpretada erroneamente pela maioria dos estudantes da Bíblia. Os espíritas julgam tratar-se do Universo dividido em três níveis de mundo, as Testemunhas de Jeová pensam tratar-se da Terra e os Judeus em termos do Templo (Jo.2 e Mt.21). Mesmo nos arraiais do Cristianismo há entendimento falho, alguns vêem uma menção à habitação de Cristo no crente (Jo.14.23), e outros, ao Corpo místico de Cristo, a habitação de Deus em espírito. O texto fala de um lugar real chamado Céu, a habitação de Deus, e Jesus falava de ir para o Pai, que está no Céu, voltar e levar os seus discípulos para junto dEle para sempre.

I) Foi Preparar Lugar - O primeiro lugar que Deus preparou para o homem foi um jardim no Éden, lugar de delícias (Gn. 2.8). Com a queda da raça, em Adão, fomos expulsos do jardim (Gn. 3.23,24). Após o dilúvio, Ninrode bisneto de Noé, criou a cidade (Gn. 10.8-12). Portanto, Deus criou o jardim e nós criamos a cidade. Com medo dos invasores levantamos muros, criamos leis (e hábitos) que nos protegem como a da propriedade privada; confeccionamos armas para caçar animais e hoje caçamos nosso semelhante; inventamos o avião para ajudar na locomoção e transporte, depois o transformamos numa arma; criamos ordens hierárquicas que massacram o nosso próximo, quando Deus só queria que vivêssemos como irmãos num jardim. Buscamos na cidade, nas leis, na tecnologia, no bem estar e na segurança, a paz, a liberdade e a comunhão que perdemos no jardim. Mas nossa paz, liberdade, justiça e igualdade não estão na cidade dos homens, mas sim no lugar que Jesus foi preparar.

II) Deus Escolheu Uma Cidade - Deus escolheu um homem, Abrão (Gn.12.1) e de sua descendência escolheu, um povo. Para Israel habitar escolheu uma terra: Canaã (atual Palestina) e dentre as cidades escolheu Jerusalém (Cidade da Paz). Em hebraico "Yerushalayim", o termo "ayim" fala de duplicidade, ou seja, duas cidades. Os escritores do N.T. percebiam claramente esse dualismo e visto que a Jerusalém terrenal vivia escrava sob domínio romano, começaram a anunciar a vinda da Jerusalém Celestial.

III) A Cidade de Deus e a Cidade dos Homens - Santo Agostinho foi o primeiro, depois das Escrituras, a falar sobre as duas cidades. Para Agostinho a cidade dos homens vai sempre se corromper, mas a Cidade de Deus permanece para sempre. Embora tenha dito em um contexto diferente, o Bispo de Hipona tinha razão: (parafraseando o Reverendo Martin Luther King) "se formos a Nova York, veremos arranha-ceús mostrando toda a imponência do Estado Americano, mas não muito longe dali veremos no Bronx pessoas pobres, negras, marginalizadas; se formos a Paris, Cidade das Luzes, o centro cultural do mundo, veremos a Torre Eifell com todo seu glamour, mas na periferia parisiense há um ódio rancoroso pelos imigrantes; se formos a Londres, veremos o Big Bang marcando a hora do mundo, onde passa o Meridiano de Greenwich, veremos os palácios da alta burguesia inglesa, mas nos arredores de Londres há desabrigados e prostituição". Em São Paulo, a Avenida Paulista com seus prédios imponentes, esconde a prostituição da "boca do lixo" e da "cracolândia" no centro velho; no Rio, a Ponte Rio-Niterói, o Corcovado, o Aeroporto Santos Dumont, o Leblom, Ipanema, contrastam com a pobreza das favelas como a Rocinha. Porque a cidade dos homens é desigual, injusta, imperfeita... Mas a Cidade de Deus é Perfeita. João viu a Cidade Santa descendo do céu como uma noiva ataviada. Tinha a mesma altura, largura e comprimento (2.200Km2). Não viu injustiça, violência, corrupção, fome, peste, dor e nem luto. Lá tem praça, tem rio, tem verde, tem fruto, tem moradia, tem água, tem luz, tem roupas, tem alimento e tudo de graça. Nela João não viu templo algum, ou seja, não viu placa de igreja, porque o Céu é interdenominacional. É o fim das denominações.

Conclusão: Jesus foi preparar um lugar, uma cidade. No meio da cidade tem uma praça e no meio da praça um jardim por onde passa o rio da vida que sai do Trono de Deus e do Cordeiro (Ap. 22.1) e às margens do rio, a árvore da vida dando seu fruto de mês em mês. Deus criou uma cidade, mas não esqueceu o Jardim. A paz perdida no Jardim só se encontra no lugar que Jesus foi preparar para nós.
Quem entrará na cidade pelas portas?(Sl.15; Sl.24.3-4; Mt.25.21; Ap.22.14) Quem ficará de fora da cidade de Deus?(Ap. 21.8; Ap. 22.15)


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Texto elaborado pelo Pastor Guedes 
http://pastorguedes.blogspot.com/

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